Terça, 13 Novembro 2012

O Dia em que Sàngó foi chamado de Covarde

 O Dia em que Sàngó foi chamado de Covarde
Sàngó e Èfón entraram em disputa pelo amor de uma mulher muito bela, filha de Àpákò. Por determinação da mulher, Sàngó e Èfón deveriam combater entre si e, no fim de dezesseis dias, ela anunciaria qual dos dois seria considerado vencedor, conquistando assim o direito de desposá-la. Èfón armou-se com um poderoso par de chifres e dirigindo-se ao campo de luta, atacou furiosamente Sàngó que surpreso, bateu em retirada, indo refugiar-se no Orun. Naquele tempo, Sàngó era ainda muito jovem e inexperiente, mas aconselhado por Èsù, consultou Ifá para saber de que forma poderia vencer a disputa pela mulher amada. Na consulta, fora-lhe prescrito um sacrifício. Enquanto isso, os adversários de Sàngó espalhavam o boato de que ele era um grande covarde, que havia fugido de Èfón sem opor a menor resistência. Sàngó, então, realizou o sacrifício e imediatamente após começou a trovejar. No meio da tempestade, surgiu Sàngó e a cada brado que emitia, numerosos raios saiam de sua boca numa demonstração de seu poder incontestável. Diante de tão assustadora visão, Èfón depôs suas armas e curvando-se, submeteu-se ao poder de Sàngó, suplicando-lhe piedade. Após esse dia, nunca mais ninguém ousou chamar Sàngó de covarde Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!! Ilé Òsùmàrè Aràká Asè Ògòdó

Terça, 20 Março 2012

Povo de Santo de luto

Povo de Santo de luto
Egbom Cidália partiu para o Orum e deixará saudades aqui no Aiyê Uma das maiores autoridades e conhecedoras dos mistérios do Candomblé, Egbom Cidália de Iroko morreu na manhã desta terça-feira, dia 20, de falência múltipla dos órgãos. Deixa dois filhos biológicos e milhares de filhos de santo espelhados por todo o mundo. Conhecida como a enciclopédia do Axé, Cidália Soledade foi iniciada ainda criança, aos 7 anos, no terreiro do Gantois mas mantinha relações com várias outras Casas em todo o país. Sempre esteve próxima da Casa de Oxumarê, participava das obrigações desde a época em que Yá Simplicia de Ogum estava à frente do Terreiro. Manteve a mesma relação com Yá Nilzete de Yemanjá. Com o passar do tempo tornou uma grande amiga de Babá Pecê de Oxumarê e também sua conselheira. "Tinha e continuarei tendo muito respeito e admiração por Egbom Cidália. Reconheço toda a sua sabedoria e conhecimento, esteve ao meu lado em vários momentos. Tenho certeza que Iku a levou para o Orum para que se tornasse ainda mais viva em nossa memória e celebrada em nossos cultos", afirmou o sacerdote. Babá Pecê faz questão de ressaltar que a história de Egbom Cidália precisa ser conhecida por mais pessoas. "É um exemplo a ser seguido, dedicou sua vida aos orixás e se tornou respeitada por isso. É fundamental que o povo de axé conheça essa história", completa o babalorixá.

Segunda, 19 Março 2012

Casa de Oxumarê abriga apresentação do Espetáculo Siré Obá

Casa de Oxumarê abriga apresentação do Espetáculo Siré Obá
A Casa de Oxumarê abriu suas portas, no último domingo, dia 18, para abrigar uma apresentação do espetáculo Siré Obá, da Companhia Nata de Teatro. A peça é livremente inspirada nos Orikis (contos sobre a vida dos Orixás) e faz parte do projeto Oná Ilú Ayê, Saindo para os Caminhos do Mundo. Em cena, os atores contam as histórias dos Orixás fazendo uma relação direta com os comportamentos cotidianos. "O que eles fazem é teatro e é importante porque aproxima as pessoas da nossa religião, mas o sagrado só se conhece dentro de um Terreiro de Candomblé", explica Mãe Ana de Ogum, agbá da Casa de Oxumarê. A apresentação foi gratuita e reuniu no barracão da Casa de Oxumarê filhos de santo e convidados da comunidade. De acordo com Babá Pecê possibilitar o acesso à cultura é também função das Casas de Axé. "Temos compromisso com o social. Somos um templo religioso, mas não perdemos de vista a importância da cultura para a formação cidadã das pessoas", diz Babá Pecê. Além da Casa de Oxumarê, outros Terreiros serão contemplados com apresentações do esptáculo. O próximo será o Gantois, no dia 25, às 14h.

Segunda, 12 Março 2012

Povo de Santo do Pará realiza III Caminhada pela liberdade religiosa

Povo de Santo do Pará realiza III Caminhada pela liberdade religiosa
Caminhada defenderá a liberdade de crença No próximo domingo, dia 18, às 9h, o Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Intecab-Pará), em parceria com as Comunidades de Terreiros do Estado, realizará a III Caminhada Estadual pela Liberdade Religiosa Fé e Resistência - Caminhando a gente se entende. A concentração será no Ver-o-Rio e a chegada na praça da República. O objetivo do evento é construir culturas de paz e respeito entre as religiões e seus adeptos, tendo como base a laicidade do País , garantindo a cidadania no Estado democrático, a liberdade de crenças e práticas na fé de cada indivíduo, ou ainda, o ceticismo e a liberdade de não crer. Neste sentido, os organizadores da caminhada acreditam em um mundo de paz, mais justo e respeitoso para toda a sociedade. O evento defende o respeito do homem pelo homem e suas ideologias religiosas, sua fé, seus símbolos, seus deuses, ou até mesmo a ausência de um. Organizadora do evento e diretora social da Intecab-Pará, Kátia Hadad informa que é o terceiro ano da caminhada, cujo objetivo é fomentar o respeito à diversidade das religiões. "Nós temos que começar a combater a intolerância religiosa, e principalmente, se respeitar, minimizando esse tipo de preconceito", diz ela. A caminhada tem o apoio do Governo do Estado do Pará, Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir), Gabinete do Deputado Estadual Edmilson Rodrigues, Gabinete da Deputada Estadual Cilene Couto e Laboratório Biomédico. Haverá a participação especial do Grupo Batuque, Escola de Samba Xodó da Nega, Escola de Teatro da UFPA e convidados. Os organizadores ressaltam que "o ideal seria não haver esse tipo de evento para reivindicar o respeito por quem somos, o que praticamos, em quem acreditamos, ou no que não cremos, e sim caminhadas nas quais comemorássemos a alegria das conquistas que a passos lentos ou largos conseguimos até agora; ou ainda de estarmos juntos e solidários por um mundo de paz, equidade, respeito, sem racismo, sem homofobia, sem violência, sem o disnivelamento econômico, social e cultural". O Intecab/PA é o resultado da luta pela unidade dos brasileiros afiliados à religião e à expressão cultural e artística baseada na tradição africana, que foi transplantada para o Brasil, preservada e recriada. As tentativas de união de todos, mantidas e respeitadas as diferenças e diversidades, resultaram na criação de inúmeras federações e confederações de cultos afro. Fonte:http://www.oliberal.com.br

Segunda, 12 Março 2012

Empreendedorismo é tema de oficina na Casa de Oxumarê

Empreendedorismo é tema de oficina na Casa de Oxumarê
Agbá Walquíria de Oxum ensina a usar o oló. Dicas de como abrir um empreendimento individual ou até mesmo como ser uma vendedora ambulante bem sucedida. Essas informações fizeram parte da oficina que realizada nesta segunda-feira, dia 12, na Casa de Oxumarê. Realizada pela Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos da Bahia (Abam), a oficina faz parte do projeto Sabores e Saberes, financiado pelo Fundo Elas de Incentivo Social. Além das dicas de empreendedorismo, os participantes discutiram A Invisibilidade da Trabalhadora Afro descendente. Para o Babalorixá do terreiro, Babá Pecê, a discussão do tema é sempre atual e importante para a projeção de novas lideranças. "O terreiro de candomblé deve ser além de um templo religioso, também um espaço para debates positivos que possam contribuir com o empoderamento do nosso povo", afirma Babá Pecê. História – Quem participou da oficina teve a oportunidade de conferir como os acarajés e acaçás eram feitos pelas baianas até o século passado, e que a Casa de Oxumarê preserva até hoje. A agbá do Terreiro, Walquíria de Oxum apresentou o modo adequado de utilizar a Oló, pedra que tritura os grãos de feijão fradinho e de milho branco. "Foi assim que minha mãe Simplícia me ensinou e que até hoje, quando fazemos as obrigações para Xangô, Yansan e Oxalá utilizamos essa pedra e seguimos os rituais dos nossos antepassados", explica a agbá. A pedra utilizada na apresentação tem mais de 100 anos e fica guardada em um local reservado e só retirada durante as cerimônias internas da casa. Poucas similares existem da pedra de Oló.

Quinta, 08 Março 2012

As mulheres sempre foram celebradas no Axé

As mulheres sempre foram celebradas no Axé
8 de Março, Dia Internacional das Mulheres Senhoras que sustentam o equilíbrio do mundo, garantindo a continuidade da vida. Àyàbà, "rainhas", cujo os impérios são os corações dos homens. Em nossa cultura e religiosidade a mulher ocupa um papel extremamente importante e fundamental para liturgia e estrutura da comunidade de Axé. Com toda certeza, a soberania feminina ocorre, em virtude do verdadeiro reconhecimento ancestral da importância da mulher para existência humana e seu profundo e essencial valor sacerdotal dentro do culto aos orixás, que representam a própria vida. Òlòdúmarè abençoe a todas as mulheres!!!
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